Quarta, 21 de dezembro de 2016

Climáticas mudanças

Qual a contribuição que cada um de nós, políticos, empresários e cidadãos comuns, pode dar pelo planeta e à humanidade?

Hiram Firmino - hiram@souecologico.com



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Se vocês, caro leitor e cara leitora, estiverem horrorizados e sem esperança diante do que ocorre no cenário atual da nossa terra brasilis, preparem-se para o pior. É triste, mas é verdade. Muito além do jardim pisoteado da nossa realidade política, econômica e social, o que as mudanças climáticas já fazem acontecer ao redor do planeta é só calor, calor e mais calor. A terra ressecada, as fontes de água minguando, o verde em agonia, tal como já perdemos 20% da Floresta Amazônica. E a gente morrendo junto à natureza, ainda achando que se trata de outro planeta. Não é.

Se vocês não acreditam nisso, tudo bem. O nosso “cozimento”, junto, não vai parar. Mas, se assistirem ao documentário “O Planeta em Perigo”, da National Geographic, aí, sim, vão chorar todas as lágrimas do mundo. Até o final desta década, apenas no norte da África, nós seremos um bilhão de refugiados ambientais. Seres famintos, sem pátria nem água, invadindo a Europa.

O que fazer diante da realidade galopante das mudanças climáticas, tema central do “VII Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”?

Qual a contribuição que cada um de nós, políticos, empresários e cidadãos comuns, pode dar pelo planeta e à humanidade, para refrear o aquecimento global que nós mesmos continuamos a agravar, vide combustíveis fósseis, desmatamento, poluição e Donalds Trumps da vida errática?

É o que a Revista Ecológico responde e mostra, muito singelamente, nesta edição, com exemplos sustentáveis e multiplicativos de um Brasil teimoso e na contramão do desenvolvimento insustentável. Um país que respeita e ama a natureza, lucra e sobrevive com ela. Simples assim.

Tal como é nossa esperança, ainda pequena, no futuro próximo e comum. A exemplo das prefeituras de Paris, Cidade do México, Madri e Atenas, que acabam de anunciar o fim do uso de óleo diesel nos carros de todos os seus habitantes até o ano 2025.

Nem tudo está perdido. O jogo climático não acabou. Haverá sangue e ranger de dentes. Muita dor, em vez do amor. E muito amor, se soubermos dar, em vez de roubar, saquear, aceitar propinas.

Hugo Werneck vive!

Boa leitura, bom ano novo! 

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