Quinta, 18 de agosto de 2016

Uma luz no fim da lama

Metodologia que salvou rios canadenses após rompimento de barragens de rejeito de minérios já existe no Brasil

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O oceanógrafo Luiz Felipe Hax, Fernando Aquinoga, Kari McDonald, Tatiana Furley e Robson Melo, da Aplysia: por uma gestão eficiente de riscos

O oceanógrafo Luiz Felipe Hax, Fernando Aquinoga, Kari McDonald, Tatiana Furley e Robson Melo, da Aplysia: por uma gestão eficiente de riscos

A empresa capixaba Aplysia Soluções Ambientais, referência nacional e internacional em serviços de avaliação e monitoramento ambiental, apresentou, em seminário realizado na capital mineira, os cases Obed e Mount Polley. Trata-se de duas minas canadenses que tiveram suas barragens de rejeitos rompidas resultando em desastres socioambientais semelhantes ao ocorrido com a barragem de Fundão da Samarco, em Mariana (MG), na tarde de 05 de novembro passado.

No evento, que abordou o tema “Gestão dos Riscos e Impactos Ambientais de Barragens de Rejeitos de Mineração, a diretora-técnica da Aplysia, Tatiana Furley, destacou que as metodologias utilizadas para recuperar os rios no Canadá (contaminantes da barragem foram observados até 1.100 km à jusante da mina) já existem no Brasil e foram aplicadas no rio Mangaraí, em Santa Leopoldina (ES), antes mesmo do desastre no Rio Doce.

“Como os incidentes de lá aconteceram em 2013 e 2014 e os recursos hídricos já foram revitalizados, nossa equipe viajou em maio ao país para conhecer as técnicas e os resultados desses dois casos. Ficamos surpresos ao descobrir que era o mesmo método que usamos aqui”, contou Tatiana.

Uma das palestrantes do seminário, a canadense Kari McDonald, da Westmoreland Coal Company – gestora de 18 minas no Canadá e nos Estados Unidos, incluindo a de Obed –, ressaltou que a principal mudança após o rompimento da barragem de rejeitos foi o relacionamento entre mineradoras e órgãos ambientais.

“Em três anos após o desastre, a legislação foi alterada e a principal exigência foi a transparência das operações. Hoje temos sites abertos, por exemplo, onde todos podem ter acesso às informações e isso fortalece a relação de confiança entre as partes envolvidas”, destacou a gestora, que visitou a barragem de Fundão a convite do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e  dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Outra lição aprendida é a necessidade de ter conhecimento prévio dos rios, fundamentado em metodologia científica aplicada aos casos, conforme destacou o professor Luis Felipe Hax Niencheski, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), também palestrante do evento.

O seminário foi realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e a ArcelorMittal, com a presença de técnicos e gestores de mineradoras, órgãos ambientais e Ministério Público.

Fique por dentro:

A Aplysia oferece serviços diversos para empresas do segmento de siderurgia, mineração e metalurgia, incluindo orientação aos processos para o Licenciamento Ambiental, avaliações de riscos ambientais, monitoramentos de efluentes e treinamento
de operadores.

Site:

www.aplysia.com.br 

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