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Quinta, 18 de agosto de 2016

“A Samarco voltará a ser referência”

Bia Fonte Nova, Hiram Firmino, Jaburu e Luciana Morais redacao@revistaecologico.com.br



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Roberto Carvalho: “Não há um só dia em que eu não me levante da cama e lamente pelo impacto que causamos” - Imagem: Sanakan

Roberto Carvalho: “Não há um só dia em que eu não me levante da cama e lamente pelo impacto que causamos” - Imagem: Sanakan

Funcionário da Samarco há mais de 30 anos, onde já ocupou diferentes cargos, o atual diretor-presidente da mineradora, Roberto Carvalho, hoje também investigado pelo Ministério Público Federal, enfrenta uma das maiores tristezas e também um dos mais desafiadores momentos de sua carreira profissional.

Em entrevista exclusiva à Revista Ecológico, ele reafirma a sua fé em dias melhores e garante que a empresa não medirá esforços para reparar os danos causados às pessoas e à natureza. “Espero sinceramente que, com todas as ações voltadas para a reparação máxima possível dos impactos do acidente, consigamos resgatar a credibilidade e a reputação das quais sempre nos orgulhamos.”

A Samarco está empenhada em retomar as atividades produtivas em Mariana e já solicitou novas licenças à Semad. Caso elas sejam concedidas, que destino terão os rejeitos gerados?

A solução que propusemos é o uso das próprias cavas já existentes, nas quais lavramos o minério, para a deposição dos rejeitos. Essas cavas têm estrutura geotécnica extremamente segura, não haverá barramentos ou uso das estruturas de Germano e Fundão. Essa medida permitirá, ainda, um processo de recuperação ambiental, pois, com o reenchimento das cavas, teremos como recompor a vegetação e também a topografia original dos terrenos minerados.

 

Que cava pretendem usar?

Solicitamos a licença para usar a cava de Alegria Sul. É a segunda cava que abrimos na operação da Samarco; a primeira foi a de Germano. Ela nos dará condições de retomar a operação com 60% da capacidade anual de produção que tínhamos antes do acidente, em novembro.

 

Qual será essa capacidade e qual a estimativa de tempo de uso dessa cava?

Ela será usada por uns dois anos, a contar da data do licenciamento. Nesse período, esperamos encontrar outras soluções para a disposição dos rejeitos. A nossa produção era da ordem de 30 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro/ano. A expectativa é produzirmos cerca de 18 milhões de toneladas/ano, usando duas usinas de beneficiamento no Complexo de Germano-Alegria, em Mariana, e duas usinas de pelotização no Espírito Santo.

 

Como os rejeitos serão transportados até a cava? Ela tem conexão física com as barragens de Fundão e Germano? 

Os rejeitos serão bombeados. Não há conexão física com as barragens existentes e também não há comunidades próximas. A área de exploração mineral é a mesma, mas Alegria Sul fica do outro lado, em outra bacia hidrográfica, a mais de quatro quilômetros do complexo de Germano e Fundão. Todo o material será depositado de forma confinada, sem contato com outras áreas de deposição de rejeitos.

 

Qual é a expectativa em relação à obtenção das licenças?

Os primeiros documentos foram protocolados em fevereiro. Agora em junho último, após vários estudos e reuniões, protocolamos o EIA/Rima [estudo e relatório de impacto ambiental] e estamos aguardando os próximos passos. Apesar de as áreas já estarem impactadas, o processo de licenciamento será feito como se fosse o de um empreendimento novo. Teremos que obter todas as licenças – prévia, de instalação e de operação – e também serão realizadas audiências públicas.

 

Em relação à busca de alternativas para o reaproveitamento e/ou desaguamento de rejeitos – práticas já adotadas por outras mineradoras – evitando que o material sólido siga para barragens, a Samarco tem iniciativas nesse sentido ou pretende potencializá-las?

Sem dúvida. Estamos sempre buscando novas formas de reaproveitamento e destinação de rejeitos. Já vínhamos estudando isso antes mesmo do acidente. Temos inclusive um setor na empresa – o de Ecoeficiência – voltado para o desenvolvimento de novos produtos e soluções. Em Guarapari (ES), por exemplo, há ruas pavimentadas com bloquetes de concreto feitos com rejeitos da nossa mineração. O grande desafio é conseguir dar destinação a todo o volume de material que geramos diariamente. É praticamente impossível reaproveitar tudo. Teria de haver uma produção de tijolos, de pisos e de outros artefatos para a construção civil em grande escala, envolvendo uma ampla cadeia.

Sala de monitoramento técnico e visual: 35 pessoas e novos equipamentos aprimoram, durante 24 horas, a inspeção das estruturas e diques das barragens de Santarém e Germano - Imagem: Divulgação

A Polícia Federal já detalhou algumas causas que teriam contribuído para o rompimento da Barragem de Fundão. E afirmou: “A Samarco estava ciente de diversas falhas que a estrutura apresentava, uma vez que a mesma estava sendo usada de forma inadequada, acima de sua capacidade”. O que o senhor pode esclarecer sobre essas afirmações?

Isso nunca ocorreu. Tudo estava exatamente de acordo com o nosso Plano de Produção. Tudo o que envolve a operação – desde as decisões, projetos, obras, etc. – é analisado internamente, discutido e submetido ao aval dos órgãos reguladores. Nunca fizemos nem faremos nada à revelia, sem critério ou segurança técnica. O volume que estava sendo lançado na barragem estava totalmente de acordo com esse plano, que foi discutido e licenciado pela Semad. Tanto que, alguns meses antes, foi concedida a licença para o alteamento da barragem.

 

Quando essa autorização foi dada?

Em julho de 2015. Ou seja: estava tudo dentro da mais completa normalidade. Por isso, estamos em busca do “gatilho” que desencadeou o acidente. Historicamente, sabemos que acidentes como esse costumam ser causados por uma conjunção de fatores que podem envolver, como suspeitamos, até mesmo a ocorrência de abalos sísmicos na região. Afinal, nunca na história da mineração mundial uma barragem se rompeu daquela forma. Foi algo atípico. E mais: a Samarco sempre foi reconhecida, inclusive por seus pares do setor mineral, por ter as melhores estatísticas de segurança. Sempre fomos referência mundial. Não por acaso, no dia do acidente, o projetista da Barragem de Fundão estava lá, no local, acompanhando uma comitiva de visitantes da África do Sul interessados em conhecer a nossa operação.

 

No que se refere ao reassentamento das famílias atingidas, qual é o status atual das negociações?

Tudo está sendo feito de forma democrática e participativa. No caso de Bento Rodrigues, selecionamos alguns terrenos, com base em critérios indicados pelos próprios moradores. A área escolhida em maio, por meio de votação, foi aprovada por 92% das 226 famílias. O processo é naturalmente demorado, porque não se trata apenas de reconstruir as casas. A proposta é criar uma vila ecologicamente correta, com construções sustentáveis, reaproveitamento de água, captação de energia solar etc. Além disso, as propriedades antigas tinham diferentes perfis e tamanhos e o nosso compromisso é reconstruir tudo da maneira mais fiel possível à realidade original. Só para a escolha do novo terreno fizemos 37 reuniões e duas assembleias com a comunidade de Bento. Tudo isso leva tempo.

E em relação às demais localidades afetadas?

Agora em junho, ocorreu também a votação para o reassentamento da comunidade de Gesteira, que tem apenas oito famílias. Havia duas áreas para escolha e eles já se decidiram por um terreno de sete hectares. Todas as famílias afetadas pelo acidente continuam abrigadas em hotéis e casas alugadas, mas estamos fazendo todo o possível para acelerar a retomada de suas rotinas. A escola de Bento Rodrigues, por exemplo, foi transferida para Mariana com a mesma professora e os mesmos alunos, logo após o acidente. O ano letivo iniciou-se normalmente, sem qualquer prejuízo para eles.

 

E em Barra Longa, quais são as principais providências?

Já recuperamos quase todas as casas. Recentemente, entregamos à comunidade o projeto de reconstrução e urbanização da Praça Manoel Lino Mol e da Avenida Beira Rio. A pedido da população, a praça será transformada em espaço multiuso, com academia a céu aberto, pista de caminhada, área arborizada, parquinho infantil e espaço para apresentações culturais. As próprias crianças apresentaram os desejos do que queriam para a praça – muita sombra, árvores, brinquedos e bancos –, fizemos até um painel. Foi muito legal.

 

Qual tem sido o clima nas reuniões e encontros com os representantes das comunidades afetadas?

Felizmente, o nível de entendimento e de paciência das pessoas tem sido admirável. Tanto que não nos cansamos de pedir desculpas e agradecê-los, porque o impacto que causamos foi muito grande. Acredito que isso só esteja ocorrendo pela confiança que todos depositam em nós. E essa confiança foi construída lá atrás, no passado. Sempre mantivemos um relacionamento muito próximo e de grande apoio a todas as comunidades vizinhas. Desejaríamos jamais precisar desse “crédito”, mas a confiança e a nossa parceria histórica com elas estão fazendo toda a diferença nesse momento. É óbvio que eles sentem falta do convívio que tinham, eram todos muito unidos. Por isso, estamos fazendo de tudo para que retomem as suas rotinas e modo de vida o quanto antes.

 

A Samarco sempre teve como bandeira valores como ética, respeito, diálogo e transparência. A tragédia de Mariana não é uma contradição em relação ao discurso tradicionalmente praticado pela empresa e, portanto, poderia ter sido evitada? 

Ainda que não saibamos até agora a causa efetiva do acidente, conforme expliquei anteriormente, não fizemos nem nunca faremos nada sem análise, sem rigor técnico ou abrindo mão da segurança. Nossa matéria-prima principal vem da natureza, somos dependentes dela e, portanto, não temos a menor pretensão de sobreviver sem valorizar e manter uma relação de respeito com a natureza e as comunidades vizinhas. Não há outro caminho. O conceito de enxergar a empresa como uma ilha de prosperidade e relegar o seu entorno à própria sorte – por não ser problema nosso, mas sim do poder público – está ultrapassado. Temos que fazer o máximo possível, em qualquer que seja a situação, para que as pessoas impactadas pela nossa atividade tenham a sua qualidade de vida preservada.

 

A campanha publicitária criada após o acidente, com o slogan “Fazer o que precisa ser feito”, soou arrogante e foi muito criticada pelo público, em especial no meio da comunicação. Como avalia
 essa reação?

Todas as campanhas e ações de comunicação são aprovadas em conjunto, e eu participei dessa decisão. Acredito que tenha havido dupla interpretação por parte das pessoas, o que é uma pena. Afinal, nunca foi nossa intenção adotar qualquer tom arrogante. A ideia foi mostrar que não estamos medindo nem mediremos esforços para fazer o nosso melhor e reparar os danos causados. Estávamos e ainda estamos no meio de um turbilhão, com cobranças, pressões e demandas de toda sorte. Talvez tenha faltado alguém para nos alertar para o fato de que a campanha tinha uma mensagem ambígua.

 

O senhor trabalha na Samarco há 31 anos e já ocupou diferentes cargos. Que marca espera deixar, como presidente, diante de um desafio dessa magnitude?

Não há um só dia em que eu não me levante da cama e lamente pelo impacto que causamos. Por isso, não me canso de pedir desculpas às pessoas e de me perguntar, a todo momento, onde foi que erramos. Nenhuma empresa recebe tantos reconhecimentos ou é admirada, como sempre fomos, à toa. Mas, para nossa tristeza, de um dia para o outro tudo se perdeu... Mas tenho fé e, sobretudo, reafirmo: estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para reparar os danos causados. E, na medida do possível, recuperar a nossa imagem e todo o histórico de respeito e de credibilidade que conquistamos desde a fundação da Samarco, em 1977.

 

É otimista? Que futuro vislumbra para a Samarco, Mariana e as comunidades vizinhas?

Espero sinceramente que, com todas as ações voltadas para a reparação máxima possível dos danos causados, consigamos resgatar a credibilidade e a reputação das quais sempre nos orgulhamos. E que todos nós, da atual administração, tenhamos a felicidade de voltar a contar com a confiança das pessoas, sendo reconhecidos como uma equipe que fez o seu melhor. E que a Samarco possa, enfim, voltar a ser vista como uma empresa responsável e íntegra. Uma empresa que errou, mas que continua e sempre continuará disposta a se corrigir e a melhorar. É isso que queremos demonstrar, por meio de cada ação, às autoridades, aos órgãos competentes e a toda a sociedade.

 

O senhor citou a importância de investir em novas tecnologias e de buscar formas mais seguras de se minerar. Ao protocolar o pedido de novas licenças junto à Semad a empresa propôs alguma inovação no processo? Haverá alguma modificação técnica ou estrutural?

A principal mudança será a deposição dos rejeitos na cava confinada de Alegria Sul. Por enquanto, não estamos discutindo nem com a Semad nem com o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) outra inovação além dessa.

 

No seu primeiro encontro com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, em Mariana, em maio último, o senhor afirmou: “Tenho certeza absoluta de que esse acidente vai mudar a mineração no mundo, não só no Brasil. Barragens não se rompem da maneira como a nossa se rompeu.” O que os estudos e avaliações feitos pela Samarco, até o momento, apontam como causas do acidente?

A Vale e a BHP Billiton, acionistas da Samarco, é que estão à frente do processo de investigação. Elas contrataram uma empresa especializada para fazer uma ampla análise, envolvendo todos os aspectos possíveis, desde questões operacionais até projetos, obras etc. Como prevíamos, está sendo um trabalho longo e complexo, que somente deverá ser concluído, esperamos, nos próximos 90 dias.

 

Mas o que se tem de evidências concretas até agora?

Como expliquei, é um processo complexo, porque envolve diferentes especialidades – sismologia, mecânica de solos, geotecnia, mecânica de fluidos etc. – e estão sendo feitos vários estudos e simulações para se chegar a uma conclusão que seja segura e definitiva sobre as causas do acidente. Afinal, assinar um relatório dessa natureza, envolve grande responsabilidade. Ainda não temos evidências concretas, é preciso aguardar o parecer dos especialistas. Um avanço positivo, fruto de discussões ocorridas desde o acidente, é a decisão de não mais se permitir, por meio de projeto de lei, o alteamento de barragens de rejeito de minério a montante.

 

Em geral, por questões de economia, as empresas não usam o método de alteamento a jusante, porque ele é mais caro, apesar de ser claramente mais seguro. E a barragem de Fundão estava sendo alteada a montante...

Mas, a partir de agora, todos os alteamentos terão de ser feitos a jusante, exatamente como estamos fazendo na Barragem de Santarém. Ou seja, essa já é uma mudança extremamente positiva. Sem contar o uso das próprias cavas da mineração para a disposição dos rejeitos. Essa filosofia de revisão de processos e procedimentos após a ocorrência de acidentes graves se aplica a diferentes segmentos, como o setor aéreo, levando à adoção de novas tecnologias e de protocolos mais seguros. Um exemplo clássico foi a proibição de se fumar em aviões, depois que uma ponta de cigarro provocou um incêndio em uma aeronave da Varig [nos anos 1970, na cidade de Orly, na França].

 

Por falar em evolução no processo produtivo, o beneficiamento a seco do minério de ferro não seria uma alternativa ao beneficiamento por via úmida, convencional?

Economicamente ainda não é viável. A nossa realidade é completamente diferente de outras jazidas que têm teor de ferro mais alto. Vale ressaltar que a Samarco foi pioneira no Brasil ao usar minério de baixo teor de ferro para a produção de pelotas, processando o que antes era considerado rejeito. Ainda não há como concentrar e elevar teor de ferro – de forma economicamente viável – sem usar água, ou seja, por via úmida.

 

Qual é o teor de ferro no minério lavrado pela Samarco?

Em torno de 45%, enquanto no nosso produto ele fica acima de 65%. Portanto, sem o beneficiamento por via úmida, o nosso processo seria inviável. O minério tem muita sílica e dependemos da água para retirar as impurezas que podem prejudicar a qualidade final do produto. No processo a seco mais usual a água é dispensada, pois apenas operações de britagem e peneiramento são necessárias, uma vez que o material já está pronto, em termos de teor de ferro, para o mercado.

 

A Samarco foi pioneira ao criar, em 2011, uma só diretoria de Operações e Sustentabilidade, substituindo as tradicionais diretorias de Produção e de Meio Ambiente que, ainda comuns na maioria das empresas do setor, invariavelmente brigam entre si e questão ambiental sai perdendo...  E agora, após o acidente, essa estrutura organizacional foi mantida?

Sim, se mantém inalterada. É claro que, após o acidente, praticamente todos os diretores estão fora de suas bases, envolvidos numa grande força-tarefa para reparação dos danos causados e atendimento das incontáveis demandas que temos. O setor de Operação está totalmente voltado agora para a questão das barragens, mas sempre priorizamos e reconhecemos a importância de trabalharmos de maneira conjunta e integrada. Operação e Meio Ambiente têm o mesmo peso, não podem disputar espaço.

 

A Samarco é controlada por grandes acionistas: Vale e BHP Billiton. E, no sistema capitalista em que vivemos, o acionista quer mesmo é saber de lucro. No entanto, quando ocorre um acidente dessa magnitude, como em Mariana, o prejuízo é coletivo, pois todos estamos no mesmo barco. Houve alguma restrição ou redução de investimentos em segurança e meio ambiente na Samarco por pressão dos acionistas nos últimos anos?

Isso nunca ocorreu. São duas empresas com atuação diversificada e sólida cultura de respeito ambiental. Acredito que essa mentalidade de que acionista só visa lucro está superada. E mais: em qualquer negócio, seja de que ramo for – ainda mais num segmento como o nosso, que depende diretamente de recursos naturais, como água e minério –, ser sustentável é uma questão de sobrevivência. Nenhum empreendimento sobrevive se virar as costas para os investimentos em meio ambiente, se não reduzir impactos ambientais e investir em ações sociais. Até porque, já está claro que sempre que investimos em proteção ambiental, o retorno é positivo.

 


Fique por dentro

No início de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o acordo para recuperação ambiental da área atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, firmado entre órgãos públicos, Samarco, Vale e BHP Billiton. Homologado em maio, o acordo seria implantado no prazo de 15 anos e previa, entre outras medidas, a criação de uma fundação privada com a finalidade de adotar programas socioeconômicos, de infraestrutura e recuperação ambiental, além de medidas nas áreas da saúde, educação, cultura e lazer para a população atingida pela tragédia.

Entre as justificativas apresentadas pela desembargadora Diva Malerbi, está a de que a competência para julgar processos envolvendo a empresa é da 12ª Vara da Justiça Federal de MG. Ela destacou ainda que, diante da extensão dos danos causados pelo acidente, é necessária a promoção de debates mais amplos sobre a tragédia, com a realização de audiências públicas com a participação da sociedade civil organizada, da comunidade científica e de moradores locais.

 


Saiba mais
www.samarco.com.br

 


Confira abaixo a reportagem completa:

1. O fim (ou salvação) das Minas Geraes?

2. Para compensar o maior acidente do mundo...

3. “A Samarco voltará a ser referência”

4. “É preciso ter serenidade”

5. “A Samarco está fragilizada”

6. "Antes que a tragédia se esvaneça"

7. Minerodutos: o debate continua

 

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