Terça, 19 de julho de 2016

Lhamas: muito além da aparência

Conheça seis curiosidades sobre esses bichos que são muito comuns nos Andes

Cristiane Mendonça - redacao@revistaecologico.com.br



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Imagem: Domínio Público

Imagem: Domínio Público

Os lhamas bem que mereciam o título de feiinhos simpáticos, não é mesmo? Com dois grandes dentes à mostra e um “topete” sempre desarrumado, esses animais parecem fazer uma pose engraçada sempre que fotografados. Não por acaso, a internet está recheada de imagens divertidas do bicho. Porém, mais que uma aparência exótica, eles são muito úteis à natureza e ao trabalho do homem. Confira algumas curiosidades:

Perfil

Os lhamas (Lama glama) são naturais de regiões de relevo mais acentuado da América do Sul: zona dos Andes, Altiplano Andino, Chile, Bolívia, Peru e Argentina. Pertencem à família dos Camelídeos, a mesma dos camelos, o que mostra que beleza não é seu o forte. Mas eles são resistentes às baixas temperaturas e períodos de seca e têm força para carregar 100 kg de carga por até 20 quilômetros. Povos pré-colombianos de quatro mil anos atrás utilizavam os lhamas como animais de carga.

Imagem: StockSnap/Domínio Público

Pelagem protetora

Esses bichos possuem uma pelagem espessa - que varia normalmente entre as cores marrom, preto e branco – e que serve de matéria-prima para confecção de roupas, tais como casacos, ponchos, blusas e até tapetes. O pelo também é muito útil ao animal, já que o protege de arranhões e outros ferimentos.

HIV

Outra pesquisa também tem analisado o que pode ser uma função extremamente útil para o ser humano. Cientistas descobriram que o sangue dos lhamas contêm ao menos quatro raros anticorpos que atacam de forma coordenada o vírus HIV.  Mas o novo estudo, liderado pela University College London (UCL) tem mostrado nos ensaios que os anticorpos só apareceram após várias rodadas de imunização. E, mesmo assim, permaneceram em baixas concentrações. Por isso, muitos testes ainda precisarão ser feitos para chegar, quem sabe, a uma tão sonhada vacina contra a doença.

Tudo se aproveita

A carne dos lhamas sempre foi consumida pelos povos indígenas das regiões onde o animal existia. Porém, cada dia mais, vem conquistando o cardápio de restaurantes renomados por ser considerada uma carne macia e com baixo teor de gordura.

Função ecológica

Em 2002, as fezes dos lhamas foram utilizadas para despoluir as águas em uma região mineira da Bolívia. A pesquisa desenvolvida na Grã-Bretanha demonstrou que os detritos dos animais, misturados ao calcário, absorviam partículas de ferro, sendo que as bactérias presentes neste material alcalinizavam a água.

Imagem: Wikimeda

Cuidado

Cada lhama pode atingir, em média, de 75 centímetros a 1,2 metro de comprimento, tendo uma cauda de 25 centímetros.  O peso varia entre 150 e 200 kg. O animal vive cerca de 24 anos e se reproduz a partir dos dois anos. Cada gestação dura, em média, oito meses, apenas um filhote por vez. Apesar da fama de dócil, quando os lhamas se sentem acuados, podem morder, dar coices e até mesmo cusparadas.

 

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