Segunda, 06 de junho de 2016

Antas, sim! Com muito orgulho...

Conheça sete curiosidades que vão fazer você mudar de ideia

Cristiane Mendonça - redacao@revistaecologico.com.br



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Se alguém chamá-lo de anta, não se ofenda! Ao contrário do que dizem por aí, o animal tem muitas qualidades. Entre elas, a de ser reconhecida pelos biólogos como um animal muito inteligente! Por isso, para desmistificarmos a injusta fama desse mamífero, a Ecológico separou sete curiosidades bem interessantes que vai fazer você mudar de ideia. Confira:

Perfil

A anta é o maior mamífero terrestre da América do Sul. As fêmeas são maiores, podendo medir até dois metros de comprimento, um metro de altura e pesar até 300 quilos. No Brasil, a espécie ocorre nos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Amazônia e tem até uma data especial para se comemorar o seu dia: 27 de abril. Celebração que foi criada para chamar a atenção sobre a importância da conservação desse animal no seu hábitat natural.

 

Má fama

A anta tem os olhos pequenos e não enxerga bem. Por isso, quando se sente ameaçada, sai correndo pela mata batendo a cabeça nas árvores e galhos. Fato que deu a ela a errônea fama de ser um animal ignorante. Porém, pesquisadores da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (Incab) que analisaram o cérebro do animal garantem que ela possui muitos neurônios. E, se por um lado o bicho não enxerga, o faro e a audição são muito precisos.

Função biológica

Apesar da aparência robusta, as antas carregam um título bem delicado: jardineiras das florestas, já que elas são importantes dispersoras de sementes – por meio das fezes –, garantindo assim a formação e a manutenção de árvores e plantas. E, por consequência, da biodiversidade de que todas as espécies dependem para sobreviver.

Raridade

O nascimento de antas gêmeas é um caso raro. Mas, em julho de 2011, o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), localizado em Foz do Iguaçu e de propriedade da Itaipu Binacional, registrou o nascimento em cativeiro de um casal de irmãos que foram batizados de Amada e Bio. O nascimento dos gêmeos surpreendeu os pesquisadores, que não encontraram registro de caso semelhante no mundo. Mas, as boas surpresas não pararam por aí! Em abril deste ano, a gêmea Amada deu à luz a um primeiro filhote, mostrando que a família vai muito bem, obrigada!

Imagem de 2011, da mãe Zefa e os gêmeos, amparados por técnicos de Itaipu - Imagem: Nilton Rolin / Itaipu Binacional 

Nome nas estrelas

Você conhece a constelação “Anta do Norte”?  Os indígenas, assim como todos os outros povos antigos, também tinham o costume de olhar o céu e dar nomes aos conjuntos de estrelas. Entre elas, segundo a astronomia indígena, a curiosa constelação “Anta do Norte”. A constelação de Tapi'i - que significa “anta” em guarani - era conhecida, principalmente, pelas etnias de índios brasileiros que habitavam a Região Norte e Nordeste do Brasil. Ela se encontra na Via Láctea, ou melhor, na região de Tapi'i rapé (“Caminho da Anta”, como é conhecida pelos índios), e seu contorno realmente lembra o animal.

Modo de vida

Também chamadas de "tapir", as antas possuem hábitos noturnos e se alimentam de vegetais como frutas, folhas, gramas e brotos. São animais solitários e formam casais somente no período de reprodução. Durante essa fase, os machos emitem assobios estridentes para atraírem as fêmeas. A cópula pode ser feita dentro ou fora da água. E apesar de todo o romance, logo após o “namoro”, o casal
se separa.

 

Diversidade ameaçada

Existem no mundo quatro espécies de antas. A anta-da-montanha, que vive nos Andes, a anta-centro-americana, que vive na América Central. A anta-malaia, que vive no Sudeste-Asiático, e a sul-americana ou brasileira, que pode ser encontrada em 11 países da América do Sul. Diversidade que não impediu, infelizmente, que todas elas estejam listadas como ameaçadas de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Os motivos? Caça ilegal, desmatamento, expansão agrícola e atropelamentos.

 

Fontes:

Agência Fapesp, Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira (Incab), Infoescola e Galeria do Meteorito.

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