Quarta, 27 de abril de 2016

Cobras

Conheça cinco curiosidades sobre esses répteis

Cristiane Mendonça - redacao@revistaecologico.com.br



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Imagem: Mgkuijpers

Imagem: Mgkuijpers

Como não temer o olhar de uma cobra? Ou mesmo seu rastejar escorregadio? Este animal, que põe medo em muita gente, tem importância fundamental no equilíbrio da cadeia alimentar e guarda curiosidades interessantes sobre sua biologia e forma de vida. Confira:

Quem são

As cobras são répteis rastejantes que botam ovos e podem ser peçonhentas ou não. Podem medir até 10 metros, como a espécie píton-real, a maior cobra já encontrada no mundo e registrada no Guinness Book, o livro de recordes. Estima-se que no Brasil existam mais de 370 espécies de serpentes, com tamanhos, formatos e cores diversas.

 

Lá vem a venenosa!

Existem cobras peçonhentas e não-peçonhentas. E o método mais seguro para distinguir umas das outras é observar a presença de um pequeno orifício entre os olhos e as narinas, chamado de fosseta loreal. Todas as serpentes venenosas, com exceção da cobra-coral, possuem esse orifício. Um buraquinho, que diz respeito a um órgão extremamente sensível, capaz de detectar calor e variações de temperaturas da ordem de 0,003 grau centígrado.

Imagem: Otávio Marques/Reprodução

 

Boas de língua

As cobras e suas línguas de pontas duplas balançando fora da boca. Uma cena temível, mas com uma explicação biológica muito interessante. A língua é o “nariz” da cobra, já que funciona como um detector químico para rastrear o cheiro deixado pelas presas. E ainda captar feromônios - hormônios sexuais que permitem que seres da mesma espécie se reconheçam. Quando a cobra agita a língua, cada uma das partes consegue captar partículas em regiões diferentes. Ao colocá-la na boca novamente, o bicho passa as duas pontas no céu da boca, onde existe um órgão chamado jacobson, que identifica a estrutura sensorial dessas partículas e faz com que a cobra perceba o que havia no ar. Isso é o que podemos chamar de paladar apurado!

Imagem: Domínio Público

 

Virgens e grávidas

Algumas espécies de cobras conseguem se reproduzir de forma assexuada. Foi o que concluiu um estudo das universidades americanas de Tulsa e de Geórgia, divulgado em 2015. A pesquisa analisou 21 espécies, e em apenas um tipo de serpente a reprodução sexuada se demonstrou obrigatória para reprodução. Todas as outras cobras pesquisadas podiam se reproduzir sozinhas ou com um parceiro. O fenômeno é conhecido na biologia como partenogênese.

Imagem: Reprodução

 

Ameaçadas

Algumas espécies de cobras também enfrentam ameaças de extinção devido à perda de hábitat e expansão desordenada da agricultura. Uma pesquisa realizada pelo biólogo Cristiano Nogueira, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), analisou 380 espécies encontradas no Brasil e apontou como uma das conclusões que o número de espécies encontradas na natureza estão diminuindo. Para se ter uma ideia, a Bothrops itapetiningae (foto abaixo), a menor entre as jararacas, deve ocupar apenas 20% da área original de há 30 anos, que se estendia pelos campos e cerrados desde São Paulo até o centro de Goiás. Péssima notícia, considerando que esses animais têm fundamental importância no equilíbrio da cadeia biológica.

Imagem: Portal do MEC

Fontes:

Agência Fapesp, Mundo Estranho e Superinteressante.

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